domingo, 18 de dezembro de 2016

TV Século 21 em preparação para o Natal

Tempo do Natal: cursos preparatórios

Confira os cursos e retiros online da EAD Século 21 em preparação para o Natal.


Para a maioria das pessoas, Natal acontece somente no dia 25 de dezembro. Por ser uma festa tão importante, nós, católicos, celebramos a oitava de Natal do dia 25/12 até o dia 01/01, ou seja, 8 dias para festejarmos o Nascimento de Nosso Senhor.
Após esses 8 dias, ainda permanecemos celebrando o Tempo de Natal, que vai até a celebração do Batismo do Senhor – em 2017 será no dia 08/01.

Nós temos todo o período do Advento para nos prepararmos para a chegada do Senhor no Natal. Muitas pessoas ainda estão participando do Retiro do Advento, proporcionado pela EAD Século 21. As partilhas de oração feitas pelo site tem sido uma grande oportunidade para que cada um possa se aproximar mais de Jesus e experimentar o seu amor. Se você ainda não se matriculou, ainda há tempo. Acesse agora mesmo e participe!

E dentro desse Tempo do Natal, temos ainda outros cursos que ajudarão você a vivenciar com intensidade esse Tempo de alegria.

Aprofunde-se no Mistério da Encarnação, o nascimento do Filho de Deus que se fez homem para viver entre nós.
Reflita sobre esse Deus que se revela na manjedoura. O que Ele tem a nos dizer? O que Ele tem para nos ensinar?



As leituras da Liturgia no Tempo do Natal nos apontam para a infância de Jesus. Por este curso, além de conhecer melhor São José, o pai adotivo de Jesus, você entenderá mais a fundo a Sagrada Família, os sonhos de José, a oferta do primogênito, a fuga do Egito, a vida em Nazaré, o matrimônio de Maria e José, além de diversos outros aspectos.


Cada um dos enfeites que utilizamos em nossas casas são símbolos cristãos que nos remetem ao nascimento do Menino Deus. As estrelas, as árvores, as bolas coloridas, as velas, os presentes etc. Entenda melhor cada um deles para que o seu Natal seja cheio de significado.



Uma das leituras do tempo do Natal é: “Coragem, nada de medo! É o próprio Deus que vem nos salvar” (Is 35,4)
Com este curso você mergulhará em ricas reflexões feitas por Pe. Evaristo Debiasi e aprenderá com ele como eternizar esse momento, afinal: todos os dias são dias de celebrar o natal.

Você não vai perder essa oportunidade de se preparar para o Natal, não é mesmo?
Inscreva-se agora mesmo, gratuitamente, no Retiro do Advento ou em nossos cursos de Natal. Acesse: www.rs21.com.br/ead ou entre em contato para mais informações (19)3849-9280.

Lisa Paula Reis Branquinho, da Redação RS21

Arquidioceses, Pastorais e organismos ressaltam legado de dom Paulo Evaristo Arns

Por meio de notas, foi manifestada gratidão pelo testemunho de fidelidade ao Evangelho do cardeal











Após a notícia do falecimento do arcebispo emérito de São Paulo (SP), cardeal Paulo Evaristo Arns, ocorrido na última quarta-feira, dia 14 de dezembro, toda a Igreja no Brasil solidarizou-se com a perda e manifestou gratidão pelo testemunho de vida do cardeal da esperança. Sua atuação em favor dos mais pobres e na defesa dos direitos humanos e da democracia ganharam destaque nas diversas manifestações publicadas por arquidioceses, Pastorais e organismos vinculados à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Em Minas Gerais, as arquidioceses de Belo Horizonte e Mariana destacaram o compromisso e a proximidade com os excluídos da sociedade. “Sua fidelidade ao Evangelho e seu amor à Igreja manifestaram-se de maneira exemplar no seu compromisso com os pobres”, afirmou o arcebispo de Mariana, dom Geraldo Lyrio Rocha. O arcebispo de Belo Horizonte, dom Walmor Oliveira Azevedo, sustentou que dom Paulo mostrou a coragem dos autênticos discípulos de Jesus, permanentemente a serviço do povo. “Assim, testemunhou a fé não somente a partir de palavras, mas com ações dedicadas à promoção e à proteção da vida”. O legado deixado pelo cardeal, segundo dom Walmor, é “o compromisso de firmarmos sempre os passos na fidelidade do que nos pede Cristo - a vivência da fraternidade e do amoroso serviço aos pequeninos da sociedade".
O arcebispo de Aracaju (SE), dom José Palmeira Lessa, caracterizou dom Paulo como “um pastor zeloso, dedicado ao seu rebanho, que mostrou o rosto misericordioso de Deus”. Dom José também ressaltou “o testemunho de um homem que lutou incansavelmente para a construção de uma sociedade justa, democrática e igualitária onde os direitos dos mais pobres pudessem ser assegurados”.
O arcebispo do Rio de Janeiro, cardeal Orani João Tempesta, chamou dom Paulo Evaristo Arns de “profeta da esperança”, por sua defesa dos mais pobres e necessitados e denuncia das injustiças, usando o evangelho como caminho de diálogo e de superação. Para dom Orani, o cardeal Arns “encarnou o evangelho da vida fazendo-se frade menor no meio dos menores e sempre foi uma presença luminosa nas periferias existentes em São Paulo. Combateu o bom combate, e permanecerá como exemplo de justiça e de misericórdia para a Igreja e para todo o Brasil".

Motivador das Pastorais












A Pastoral da Criança, fundada pela irmã de dom Paulo Evaristo, a médica sanitarista Zilda Arns Neumann – falecida em 2010, no Haiti -, fez memória da influência do cardeal em sua criação. “Dom Paulo Evaristo Arns foi o grande responsável por semear a criação da Pastoral da Criança. Esta semente brotou em 1982, na Suíça, do encontro de dom Paulo com James Grant, diretor executivo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), durante uma reunião da Organização das Nações Unidas (ONU)”, escreveu a Pastoral em nota.
“Além de toda a sua contribuição para a história da Pastoral da Criança, a vida de dom Paulo foi marcada por uma série de ações voltadas às populações mais pobres e necessitadas. Durante toda a trajetória na Igreja, foi um exemplo de que os ensinamentos cristãos se concretizam no contato com o povo, pelo viés da solidariedade, buscando a transformação das injustiças sociais”, lê-se no texto da Pastoral da Criança.
A Pastoral Carcerária também divulgou nota lamentando a morte de dom Paulo. No texto, o cardeal é chamado de “amigo dos pobres, amigo dos presos, profeta da Esperança!”. Recordando a renúncia ao governo arquidiocesano, há 20 anos, a Pastoral Carcerária reafirmou o compromisso de homenageá-lo com a imitação e continuação da vivência do seu amor para com todos os povos e todas as pessoas. “Que sigamos o seu exemplo de preocupação serena com a Igreja, com o país, com os pobres, com os que estão sendo excluídos cada vez mais por esta sociedade neoliberal”, deseja. (Foto: Pastoral Carcerária)
Considerando sua atuação com os encarcerados, a Pastoral afirmou que dom Paulo foi e é referência da caminhada pastoral e de tantos agentes, mulheres e homens “que, de esperança em esperança, caminham junto ao povo edificando o advento de uma vida e uma sociedade novas”. O agradecimento ao cardeal deve se manifestar por meio de “um trabalho pastoral profético, libertador e transformador das estruturas sociais; é ser amigo das pessoas pobres e presas. E nunca deixar que a história de busca pelo Reino e pela Vida seja esquecida”.

Dom Paulo e a democracia

A Comissão Pastoral da Terra (CPT) e a Comissão Brasileira de Justiça e Paz da CNBB (CBJP) ressaltaram os esforços pela democracia liderados por dom Arns. “Dom Paulo foi um baluarte na luta pela democracia, no combate à Ditadura Militar, denunciando os desmandos praticados contra lideranças e militantes de movimentos, presos e submetidos a horrorosas sessões de tortura”, escreveu a CPT. Para a Comissão, a palavra e a postura de dom Paulo “dando guarida a perseguidos, denunciando as atrocidades e brandindo a espada da justiça é um exemplo que marca até hoje a história de nosso país”.
No texto, a CPT recorda a atuação forte do cardeal junto às periferias, sobretudo de São Paulo. “Dom Paulo sentia também as contradições vividas no campo, as lutas dos sem-terra por um pedaço de chão, o esforço dos que buscavam formas de sobreviver dignamente do trabalho na terra”, salienta.
A CBJP considera que dom Paulo “deixa um precioso legado de ter colocado na agenda pública nacional a inviolabilidade da vida humana e a noção de direitos humanos”. O organismo vinculado à CNBB afirma que ele “ficará no panteão dos heróis da pátria e no coração do povo brasileiro, gratos entre muitas obras, o seu empenho no livro ‘Brasil: Nunca Mais’, que desvelou os mecanismos de tortura existentes durante a ditadura cívico-militar”. No texto, assinado pelo secretário executivo, Carlos Alves Moura, também foram citadas a sua valorização do laicato e a proximidade do pastor junto às ovelhas, como pede o papa Francisco na atualidade.

Vida religiosa

O ministro provincial da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil, frei Fidêncio Vanboemmel, assinou uma nota em nome da ordem da qual dom Paulo fazia parte. “O seu testemunho iluminou e encorajou não só a nós, seus confrades, mas a vida religiosa e a vida dos cristãos, especialmente na América Latina, onde foi uma liderança ímpar, principalmente nas assembleias de Puebla e Medellín, da Conferência Episcopal Latino-americana”, afirmou o frade. 

Fonte: CNBB